Publicou Há 2 semanas

Uma Vitória Silenciosa

Nossos filhos foram tirados dos nossos braços

Nossos pais, tios e avós.

Nossos sonhos esmagados um a um.

Eu me esquivei da forma que podia

Alimentado apenas de pão e água

Isso quando nos alimentavam

Aquelas camas duras e frias

Os gritos silenciosos dos nossos entes queridos

Cada dia uma péssima notícia

O medo de descobrir que a pessoa que amamos foi tomada

Desapareceu, virou pó ou ar

Por três anos, vivemos a morte

Eu agradeceria se a morte me abraçasse rapidamente

Porém, ela foi fria e cruel, como os capacetes metálicos

As espingardas e pistolas sem nexo e sem discernimento

Do certo e errado

Só a sombra de dúvida do amanhã

E o amanhã chegou

Com uma Vitória Silenciosa

Não tinha o que comemorar

A vida nos deu vida, mas a morte nos tirou o prazer

O amor, a compaixão

Silenciosamente saímos e lutamos

Mas agora não há mais vida, só sobrevivência

Viver a vida depois disso

Se tornou nosso maior desafio.

Publicou Há 1 mês

gigii astrid: A Era do Desencanto

gigiiastrid:

A menina da inquietação e seu mundo interior de grande dimensão. Apesar de pequena, se um dia alguém a entendesse decerto diria que a aparência é a ponta de um iceberg e seu interior é todo o resto desta enorme massa de gelo – assim como ela acredita que todo mundo é. Por muito tempo ela ouviu…

Publicou Há 3 meses

inebriatedpony:

finhabastos:

Original fanart by ~Omarito on Deviantart.

4ever reblogging this. really digging the Far Eastern-lookin’ Saruman &the ridiculously badass Boromir.

Imagine if they did an animated LOTR trilogy(properly this time) with designs like this!

QUE FOOOODA!

Publicou Há 4 meses

Goodbye 2012…

E assim termina mais um ano. O que dizer de 2012?

Foi um ano bem feliz, tive muitas realizações na minha vida, muitas mesmo, mas vamos começar desde o princípio:

Tá, não foi só feliz, tiveram momentos tensos e ruins, mas no geral, estou satisfeito com 2012 pelo simples fato de ter sido um ano de oportunidades. O ano começou amargo, estava mal na faculdade e etc e etc, mas ao mesmo tempo, comprei uma guitarra que, nossa, me salvou de um tempo bem ruim. Entrei na Whatever Oasis Cover, uma banda de uns amigos meus e pude finalmente exercitar minha guitarra numa banda, mas essa é uma história que contarei daqui a pouco. Uma sorte bem grande, fiz só de “brincadeira” o vestibular da UFPA para Artes Visuais e não passei, porém, fui chamado na repescagem e finalmente pude deixar o curso de filosofia que estava me deixando bem triste já que não tinha me encontrado nele. Por fim, o mais importante, consegui me firmar com a Gi, um relacionamento sério finalmente.

Poxa, cara, conheci muita gente nova no curso de artes visuais, gente legal, bacana e muito habilidosa com o lápis! Gente hilária como o Tarcísio, o gordo mais foda do universo! Professores fodas demais: Alexandre, Ida, Neder, Mario, Val… enfim, o panteão de artes visuais é foda! Porém, sinto que estou na sombra do meu irmão no curso porque todos o conhecem. Espero deixar uma boa impressão quando eu sair de lá também.

Enfim, vamos as bandas (minha segunda vida profissional. Sim, tenho uma primeira: consegui um estágio na CTBel e espero ainda continuar lá amanhã XD. Tanta gente legal lá, Flávio, Deusimar, Cláudio, Ary que saiu para trabalhar em Salinas, Diógenes, Fabíola, Glaucia, Jonathan claro, enfim. Continuando), Supernova teve finalmente uma ÓTIMA fase, uma das melhores aliás, a nova (antiga agora) formação com Yudae, Tuany e posteriormente Saul foi muito bacana, gente nova, aprendi muita coisa com eles e tivemos uma boa fase, uma pena que a formação se quebrou de novo… quando poderemos ter uma formação definitiva? Foi um dos momentos mais tristes de 2012. Por outro lado, quando ingressei na Whatever a banda estava meio molongó, então tivemos muitas dificuldades em começar, principalmente quando a Natália saiu nas férias e deu lugar ao Yves, um cara muito gente boa. Não era ele o problema e sim a banda, muita gente faltando, desinteressada, e etc. Acabou que ela se quebrou mas consegui com a ajuda do Bruno (baixista) reerguer ela de novo, trazer de volta a Natália e conseguir um novo baterista e velho amigo: Ewertom Mozart (o Tom) que completou de uma vez por todas a banda. Depois de um show maravilhoso na Saraiva e um nem tanto no Café com arte, demos um hiato na banda e planejamos reiniciar agora em 2013.

Por fim, ela, minha querida Gigi Astrid. Passamos por tantas coisas juntas em 2012, mas foi tudo muito especial pra mim e pra ela. Firmamos compromisso e firmamos nossos sentimentos um pelo outro. Acho que se não fosse por ela, muitas dessas realizações não teriam acontecido. Claro, todo casal tem suas turbulências, mas acredito que aprendemos com as coisas que nos aconteceram, e aconteceu MUITA coisa, tanto boas quanto desagradáveis. Mas cada coisa que aconteceu fez com que minha vida mudasse para uma vida repleta de… vida. Ela me deu vida onde eu não consegui encontrar, cada beijo, abraço, conversa, discussão me fez crescer como um homem e me empolgar pela vida como um garoto. Eu devo muito a ela, muito do que devo são as minhas realizações (e nossas também). Obrigado por estar comigo nesse ano que deveria ter sido o ultimo dos anos!

Enfim, 2013 vai começar amargo com a partida dela (a Gi) para Brasília, mas, devemos lutar para conseguir superar muitas coisas, esse será o primeiro obstáculo de 2013, espero que consiga vencê-lo!

Obrigado pelo grande ano que foi, 2012! Adeus e obrigado pelos peixes!

Publicou Há 5 meses

Harrison Ford and Peter Mayhew on the set of Star Wars: Episode V - The Empire Strikes Back (1980)

Harrison Ford and Peter Mayhew on the set of Star Wars: Episode V - The Empire Strikes Back (1980)

Publicou Há 5 meses

Eu tenho uma dor no dente, uma dor no corpo preocupante e escutando Bad do U2 que me lembra uma pessoa cujo não acredita que lembre. É engraçado que a música cai bem para o momento.
De todas as coisas que já conquistei na vida, talvez essa seja a mais difícil de manter. As expectativas são altas, os conflitos sempre presentes. Deus, gostaria que me ajudasse com isso, me iluminar e me guiar, mas nunca fui um filho obediente, talvez porquê meu pai me decepcione e não consiga ver ele da forma que deveria ver, assim como O vejo, assim como A vejo.
Lidar com as pessoas é deveras difícil e fico me perguntando se fui feito para isso. As expectativas são enormes e os erros mais ainda, mas sou humano e gostaria que (se você faz isso mesmo) me perdoasse, sei que não deveria tratar disso num blog, mas estas palavras são tão direcionadas à Você quanto para você.
Sinto muito por fazer desejar que eu morresse, é difícil lidar com meus problemas e dúvidas, imagine encarar também os seus problemas e principalmente os NOSSOS problemas.

Essa dor não passa, sinto que realmente estou doente ou talvez esteja me sentindo fraco por aguentar um tranco tão complicado. Não pode ser o fim do mundo, mas o ano está acabando e isso nunca significou tanto para mim.
Deus, se você possuir tumblr, faça que essas palavras façam ser reais, já que nada parece ser tão real vindo de mim.

E pare de doer, seu dente estúpido.

Publicou Há 7 meses

Natureza Humana (Human Nature, no original) - parte do meu projeto BlackSun.

“Não sou um deus, muito menos um semi deus. Não sou um projeto e muito menos um rascunho. Sou uma criatura fraca, feita de carne e osso. Com alma e pecados, eu traço minhas linhas tortas nas esquinas e becos tortos da vida.

Minha natureza é feita de concreto, não como sementes por necessidade, como por prazer de mastigar aquilo que posso mastigar e comer o que eu posso comer. Necessito de sol e chuva, de vento e frio.

Sou como o ciclo da vida: ando em círculos mas de várias camadas. Eu caio para me levantar e cair de novo. Porém, sou humano, e de erros sou tendente a me curvar.

Nada faz muito sentido nesse mundo, se caso houvesse, muitas respostas já estariam respondidas. Muitas pessoas não teriam morrido em vão. Muitas lágrimas seriam salvas, toda a dor seria perdida na escuridão.

E se houvesse lógica pra tudo, onde estaria o remédio para o amor que cultivamos até aqui?”

Publicou Há 9 meses

A seriedade de A Thousand Suns

http://www.youtube.com/watch?v=kh_YCSW5lPc

“The blood of innocence burning in the skies”

Burning in the skies abre o album A Thousand Suns (2010) da banda estadunidense Linkin Park. Ela em si é um soco na boca do estômago dos fãs que esperavam que a banda regressasse ao seu eu passado com riffs pesados, muito rap-rock e gritos de Chester Bennington.

Mas essa não é a questão tratada no assunto de hoje, musicalmente todos notamos que A Thousand Suns foi muito criticado pelos fãs por ser “experimental demais”. Venho até aqui falar sobre o conteúdo DENSO do album em si, especialmente nesse clipe ai em cima:

Burning In The Skies trata de uma batalha que há muito tempo aconteceu e deixou suas cicatrizes na terra, na letra, o sangue da inocência queimando nos céus mostra a densidade e violência de A Thousand Suns, ele não é só um soco no estômago musical, mas também do cotidiano e da sociedade, o réquiem pós-guerra do Linkin Park por assim dizer.

As pontes destruídas (bridges I’ve burned) notavelmente se fala daqueles que causaram toda essa destruição, construíram um caminho sem volta escrita por sangue e escombros, e criaram um medo no ar, Burning In The Skies é um prelúdio daquilo que já se foi e é só o começo do album, o pior é que a partir dai, só as incertezas, perda mental e de personalidade e entre outras coisas destrutivas que não só a guerra em si traz, mas a guerra do cotidiano, a guerra dos egos e dos desejos.

O clipe trata do outro lado da moeda, é como as pessoas reagem ao cataclisma apresentado no vídeo. As pessoas estão apenas cuidando de suas vidas, umas sendo felizes (como o casal no carro, a criança brincando e os amigos festejando), outras preocupadas (garota estudando), algumas passando o tempo, como zumbis (pessoas assistindo tv), tristes (o velho jantando com sua falecida esposa) e talvez a maior mensagem (depois da criança), a mulher no banheiro.

Por que a mulher é a mensagem mais importante? Pelo simples fato dela representar todas as pessoas, ela tem medo do que ela se tornou ou que pode se tornar, ela tem problemas e não os abraça, ela foge de si. E quando ela tenta se livrar de seu próprio reflexo, o espelho se nega a quebrar, por que? Porque você não pode deixar de ser QUEM VOCÊ É. E isso a enlouquece, não conseguir suprimir seus desejos estéticos e egoístas, ela se vira contra ela mesma. 

Esta batalha para aceitar quem você é está cravada em cada face que olhamos, inclusive as nossas, e todas as situações no vídeo, remetem nossas fases da vida, além de sentimentos e duvidas.

Isso só mostra o quão denso é A Thousand Suns e principalmente o Linkin Park, que muitas vezes foi tachado de escrever ‘letrinhas bestas’. O ‘conflito do eu’ é presente em todo álbum, como na nossa vida. Burning In The Skies trata da vida, o início, meio e fim, apesar de ser um fim claramente causado, é um fim. Se é um fim válido ou não, depende do quanto você fez na sua vida, o quanto aprendeu consigo mesmo e com os outros.

Procuramos entender as pessoas antes mesmo de nos entender, não que isso seja errado, afinal, entendendo os outros você pode aprender a compreender a si mesmo, e Burning In The Skies (clipe) fala disso. (?)

Publicou Há 9 meses

wildheartkeptincages:

Eu acho que tem que reprimir mesmo. Tem que reprimir mesmo, cara! Vocês não têm a menor noção de quanta criança entra pro tráfico e morre por causa de maconha e de pó, tá? Do apartamentinho de vocês, daqui da zona sul, não dá pra ver esse tipo de coisa não. Vocês estão muito mal informados. Muito mal influenciados por jornalzinho e televisão.

Tropa de Elite.

Vídeo: http://youtu.be/DOqjGzYC4dA

O grande problema do retrato da realidade Brasileira: Muita gente acha que sabe das coisas, mas só quem vive onde elas acontecem que sabe o que é o sufoco.

Publicou Há 10 meses

What The Hell Are You Doing?

Tenho me afastado dos video-games ultimamente, digo, PS3, DS e etc. Normalmente minhas jogatinas têm se concentrado no meu Android.

Mas não foi por isso que vim até aqui, criar um texto e debater sobre minha falta de envolvimento com meus consoles e sim com uma coisa muito mais ética e ampla (ou não).

Desde quando nasci, nunca tive um animal de estimação, então nem sei como é ter um animal, normal pelo menos. Meu pai já trouxe para casa inúmeros pássaros, uns 3 coelhos, meu irmão teve um camaleão e chegamos até ter um pequeno jacaré que sumiu e até hoje nunca mais apareceu. Tá, mas o que isso tem a ver com os video games? Estamos chegando lá.

Eu nunca tive um animal de estimação para mim mesmo, para criar e ter a responsabilidade, então, o mais próximo que cheguei disso foi jogar Pokémon. Não, sério, foi Pokémon mesmo. Aquele anime/jogo que fez a cabeça do mundo inteiro no final do século passado e início desse século. Lembro até hoje: tazos, cards (esses eram muito caros pra eu ter), roupas, figurinhas, bonequinhos da guaraná antártica por ai vai, uma memorabilla sem fim.

O que eu mais queria ter era o jogo, desde que meu primo ganhou o GameBoy Color* com Pokémon Silver. Então eu consegui um GBC* com Pokémon Gold para disputar por ai.

Toda aquela febre de “Temos que pegar”, todos querendo todos os bichinhos virtuais, ser o melhor “mestre pokémon” sempre me deixou com a pulga atrás da orelha, sempre preferi mais jogar o jogo e terminá-lo do que disputar com meus ‘coleguinhas’, eu era muito ruim no Player versus Player.

Faz muito tempo que não jogo Pokémon, não só pela abstinência de consoles, mas sinto que cresci demais pra acompanhar a febre, não por que eu não queira, mas porque não consigo seguir mais, mas ultimamente algo me deixou um tanto feliz e ao mesmo tempo confuso sobre a série: Na ultima versão (Black e White), o jogador se encontra impedido por uma nova equipe, a Equipe Plasma, onde a missão deles não é dominar o mundo, como todas as outras, mas simplesmente… LIBERTAR TODOS OS POKÉMONS DOS SERES HUMANOS. Então isso significa que você luta contra uma organização que quer libertar os Pokémons da “escravidão” que os humanos os colocaram? Isso levou á um patamar tão mais adulto da série que me deixa feliz em acreditar que você é posto no lugar do “vilão necessário”.

Parece que eles te prepararam a série inteira só pra te mostrar que você estava errado no final das contas, que a humanidade estava se aproveitando das criaturas para se usufruir dos poderes destes. Podemos perceber que os de mais intelecto são os lendários porque eles nunca se permitiram ser capturados, mas os outros apenas são selvagens e depois facilmente treinados, isso não te faz sentir mal por escravizar as pobres criaturas para sua própria diversão?

No final das contas acho que é por isso que sempre gostei mais de Digimon, porque as vezes o Digimon é uma crítica ao Pokémon, as criaturas são tratadas não como “domadas”, mas como ajudantes e até amigos (Takato e Guilmon), coisa que na série animada do PK só vemos entre Ash e Pikachu.

A questão ética disso é que isso não se abriga só nos animes e games, mas até na vida real, com nossos animais de estimação, se eles realmente queriam estar ali ou os “treinamos” para que eles aceitassem essa posição de serem domados para nossa diversão, carência? É claro que muitos donos criam elos sentimentais com seus cães, gatos, passarinhos e etc, mas será que no início era isso mesmo?

No fim das contas, Pokémon Black and White te coloca na pele do cara que quer manter o ‘mal necessário’ ou um ‘bem mal entendido’? Só resta a nós decidir qual destas é a nossa faceta tanto no jogo quanto na realidade.

E esse post foi grande, não vale.